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Vera Regina

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programa Mãe ser Mãe

O programa Mãe ser Mãe da Rede Ubuntu oferece às mulheres uma nova perspectiva sobre o universo feminino. Por meio de oito encontros, com duração de três horas e meia, as participantes refletem sobre sua história, valores, talentos e propósito para construir seus projetos.

No dia 5 de abril iniciaremos a nova turma aberta do Mãe ser Mãe. Este programa também é realizado in company para contribuir com as mulheres neste encontro de um melhor equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Ficou interessada? 

Venha bater um papo com a gente num encontro descontraído no dia 25 de fevereiro. Você poderá tirar suas dúvidas sobre o programa, conhecer as facilitadoras e escutar histórias de participantes das turmas anteriores.

Ficaremos muito felizes em contar com sua presença!

Vera Regina e Tayná

Vera Regina Meinhard-Cobellache

É coach formada pelo “Centre International du Coach” de Lyon (França), administradora de empresas graduada pela FGV – EAESP em São Paulo com especialização na HEC na França e mestranda na ISAE-FGV em Governança e Sustentabilidade.

Minha dança do amor materno

Amor materno vem da alma, vem de todo o corpo. É um amor forte que nos invade com uma grandeza nunca antes sentida.  Ele chega para cada mãe no momento dela, seja na surpresa de se encontrar gerando um novo ser, no nascimento deste filho(a), na surpresa de encontrar este ser quando buscamos tanto por ele na adoção ou no estabelecimento desta nova e eterna relação.

Amor materno vem sem preparar, sem anunciar de onde vem nem por onde vai entrar. Independentemente deste filho(a) ser gerado dentro de nós ou vir do mundo, a força deste amor nos leva a uma dança distinta. Uma dança linda na qual temos que aprender a coreografia à medida que ela é sentida e visualizada. Um amor que vem sem coreógrafo para explicar como os movimentos devem ser realizados. Sem técnica para ensinar como alcançar o êxtase da quase perfeição que faz o público vibrar. Isso é bom demais! Exige seguir caminhando no autoconhecimento e desenvolvimento pessoal.

Este amor vem com a liberdade que nos traz o direito de improvisar e buscar nossa maneira de dançar! Liberdade de  olhar para o mundo e escolher as coreografias que dançaremos com nosso(a) filho(a). Viver plenamente a maternidade significa agir para compreender nossas vulnerabilidades, imperfeições e lidar com os erros e acertos. Encontrar diferentes formas para não se submeter aos contínuos processos de culpabilização viabilizados pelas cobranças externas.

Amar com a liberdade de quem educa o outro para voar. Viver o amor nas suas formas extremas entre a ternura e a paixão, entre a proximidade e a saudade. Desenvolver o cuidar de alguém sem aprisionar. Maternidade é descobrir que este ser vem para te ensinar muita coisa. Apreciar o tempo necessário para evoluir em cada nova fase, degustando as questões que ela traz. Entender que Educar significa Aprender!

Amor materno, a dança mais linda que continua evoluindo todos os dias. Aproveito cada passo desta relação linda para crescer, ativar meus talentos e abraçar a vida me liberando das regras impostas para conhecer e experimentar todos os ritmos que este amor me leva a descobrir. Minha chave está neste constante resgate de mim mesma. Para contribuir com a evolução deste ser que veio a mim, preciso antes de mais nada cuidar da minha própria evolução.

 A maternidade é uma dança engrandecedora que pode propiciar o resgate da essência para viver nosso propósito.

Vera Regina Meinhard-Cobellache

É coach formada pelo “Centre International du Coach” de Lyon (França), administradora de empresas graduada pela FGV – EAESP em São Paulo com especialização na HEC na França e mestranda na ISAE-FGV em Governança e Sustentabilidade.

Facilitadoras programa Mãe Ser Mãe - Curitiba

Hoje apresentamos para você as facilitadoras do programa Mãe Ser Mãe em Curitiba.

Vera Regina e Tayná, um encontro de sonhos, determinação e de vontade de criar um espaço para uma transformação que contribua com a equidade e permita a construção de uma vida mais feliz. Querem impactar de forma positiva a vida de outras mulheres.

Vera Regina é mãe da Saskia que completará 25 anos em 2016 e Tayná está entrando na dança da maternidade. Tayná com uma vivencia na infância e adolescência na Itália, Vera Regina com 25 anos de vida na França na idade adulta! Sim, Tayná com 31 anos e Vera Regina com 54! Uma mistura linda de experiências e visões de mundo. Ambas são casadas e vivem entre Curitiba e São Paulo e, as vezes Paris. Tayná compartilha sua vida com o recifense Rodrigo e Vera Regina com o Rodrigo curitibano e professor de matemática por vocação.

Ambas, com belas carreiras em multinacionais, resolveram em 2013 se voltar para o desenvolvimento humano. Tayná com 10 anos em multinacionais liderando equipes e departamentos jurídicos. Vera Regina com 27 anos de experiência profissional internacional em liderança de equipes, em gestão de mudanças organizacionais e na formação de gestores dos quais 25 na Renault SAS (França).

Tayná sonha com a transformação de mulheres, organizações e do mundo em um lugar mais acolhedor. Vera Regina quer contribuir com o desenvolvimento de cada ser humano para despertar uma dança na qual cada indivíduo encontre o seu jeito de ser feliz e juntos construamos um mundo melhor e mais justo para todos! Ambas decidiram em 2014 unir-se entusiasticamente à Rede Ubuntu no propósito de EUpreender, momento especial que permitiu este encontro de sonhos. Ambas atuam como coach, facilitadoras, palestrantes e educadoras colocando seus talentos e experiências em benefício do desenvolvimento humano.

Vera Regina Meinhard-Cobellache

É coach formada pelo “Centre International du Coach” de Lyon (França), administradora de empresas graduada pela FGV – EAESP em São Paulo com especialização na HEC na França e mestranda na ISAE-FGV em Governança e Sustentabilidade.

Resiliência: Leveza? Doçura?

Nos anos 80 conheci uma jovem mulher com um olhar intrigante. Aqueles olhos diziam tanto. Enviavam, ao mesmo tempo, uma mensagem com profundidade, ternura e coragem. Questionava-me, sempre que a via, qual seria sua história, mas era muito tímida e nunca perguntei. Deduzi uma explicação: deve ser uma mulher que já teve muitas aventuras, muito altos e baixos, com diversas experiências. De alguma forma, ela, sem saber, influenciou minha vida. Eu vivi querendo existir, me jogando em experiências lindas e variadas!

O que eu mais gostava neste olhar era simultaneamente ver fogo e calma. Era uma mulher que transmitia a dualidade integrada. Tudo nela encontrava espaço, ela era E ao invés de OU. Isso me deixou fascinada. Muitos anos mais tarde fui entender que este olhar traduzia, no meu entender, o  significado de resiliência.

Inspirada por esta linda mulher, parti para a vida aos 20 anos querendo passar por muitas experiências, aprender a cair e levantar.  Posso dizer que me dei a oportunidade de viver muitas vidas. Levei muitos tombos e sempre levantei mais forte, com mais coragem de seguir, querendo novas experiências e utilizando meus medos como alavanca para saltar mais alto. Senti raiva, ódio, tristeza, mágoa, traição, paixão, amor... criei vínculos, me desapeguei. Aprendi a cada tombo e nunca deixei de tentar outa vez com um novo olhar.

No entanto, há muito pouco tempo, percebi e senti o que mais me atraiu naquele olhar: a leveza e a doçura! Neste momento, entendi que eu não estava tendo resiliência, pois permanecia criando um personagem durão, tipo caio e levanto sem dor! Mentira. A dor de cada tombo estava lá. Precisava aceitá-la para deixar fluir minha doçura que também estava toda ali. Descobri isso num curso de teatro, nas improvisações com uma atriz sueca que não cansava de me dizer: como seu olhar transmite ternura , “tu est tellement douce”! Depois disso, a minha barreira caiu!

Resiliência é justamente cair e levantar, passar pelos tormentos da vida sem perder a ternura de ser. Como na dança, nos movimentos que nos levam ao solo, temos que ter força em cada músculo para levantar e leveza na alma para ressurgir nas pontas dos dedos como tradução da leveza do ser!

E você, como sente a resiliência?

Vera Regina Meinhard-Cobellache

É coach formada pelo “Centre International du Coach” de Lyon (França), administradora de empresas graduada pela FGV – EAESP em São Paulo com especialização na HEC na França e mestranda na ISAE-FGV em Governança e Sustentabilidade.

Saia do automático: faça suas escolhas!

Saia do automático: faça suas escolhas!

Falamos muito sobre a importância de fazer escolhas. E o que significa fazer escolhas? Para mim, é viver plenamente, agir de maneira consciente e conhecer o caminho que quero trilhar! E isso não tem nada a ver com controlar. Não controlamos nada, uma razão a mais para a gente saber escolher.  Nossa liberdade reside na resposta que damos para as situações que a vida nos propõe.

Escolher não é coisa simples não! A cada escolha a gente deixa alguma coisa para trás. A cada escolha fazemos um luto, seja ele miniatura ou muito importante. Dá sempre uma dorzinha deixar a coisa fluir, mas logo vem o prazer de receber o novo. Acho muito melhor trabalhar tudo isso de maneira consciente e tomar as rédeas da vida. Saber por onde ando e por onde quero andar! A consciência me permite de ter plena certeza que não controlo, mas que posso influenciar e muito!

Algumas pessoas acham que podem enganar a vida. Deixam de escolher pensando que a coisa ficará congelada. Nada disso! A vida continua, e a escolha não é mais possível, pois o automático escolheu por você. Até dá para se enganar e fingir que nada aconteceu, mas de repente a gente acorda. E todos os lutos chegam de uma só vez. E desta vez, os lutos podem doer muito mais!

E o que mexe tanto com a gente na hora de escolher? O nosso sonho de escolher certo! Encontro sempre alguém perguntando: será que esta é a escolha certa? E eu respondo com a simples questão: certa com relação a quê ?

O certo ou errado é relativo, depende de comparação externa. Não dá para viver escolhendo com o foco no externo, ele muda e sua escolha que era considerada certa, ótima, perfeita, passa a ser péssima! Por isso, para fazer escolhas precisamos ter uma mínima noção do que é importante para nós. E de como isso evolui ao longo das diferentes etapas. Vejo muitas pessoas se cobrando de decisões passadas: “se fosse hoje, eu teria tomado outra decisão.” Claro que sim: você mudou! Se eu comparar certas escolhas que fiz aos 20 anos, com certeza seriam radicalmente diferentes do que escolheria hoje aos 50!

O grande lance, é que há escolhas que eu não mudaria de jeito nenhum. Estas estão muito bem amarradas com aquilo que me move, com a minha energia, com tudo que a vida representa para mim. O melhor exemplo disso é minha filha! Não mudaria nada na nossa história. As outras, aquelas que podem variar, são escolhas relacionadas a maneira como decido viver a minha energia.

Mas também existem as escolhas que fiz pelo fato de ter vivido uns aninhos no automático. Poxa! Isso me aconteceu sim! Teve momentos que não refleti com foco na minha essência e não fiz minhas escolhas em função desta minha energia!  Tive que aceitar, parar de me culpar, retomar o caminho da reconexão com minha essência e voltar para minha trilha.

Conhecer nossa essência passa por tornar consciente nossos valores e entender o que nos move, o que nos faz viver plenamente cada momento. É essa nossa essência que nos alimenta de coragem, resiliência e determinação para viver nossas escolhas independentemente do que os padrões sociais determinam.

Como mulher e mãe sei o quanto é importante ter isso claro. Como é importante sair dos jogos atuais que nos direcionam de um lado para ser uma profissional de sucesso e de outro para ser a melhor mãe, a melhor esposa, a melhor filha.

Aqui outra questão: o que é sucesso? O que é ser “ melhor”? A resposta padrão não vai responder a todas as possíveis visões. Por isso, este não pode ser um parâmetro para minhas escolhas.

Encontrar a felicidade é viver em função daquilo que acreditamos e é isso que quero para todos nós!

E você? Já saiu do automático em busca da sua felicidade?

Vera Regina Meinhard-Cobellache

É coach formada pelo “Centre International du Coach” de Lyon (França), administradora de empresas graduada pela FGV – EAESP em São Paulo com especialização na HEC na França e mestranda na ISAE-FGV em Governança e Sustentabilidade.