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Taly

É uma cidadã do mundo, movida a vinculos. Mãe da Isa e do Martín, esposa do Ale. Nasceu no Uruguai, morou em Jerusalém e há 10 anos mora em São Paulo. Seu propósito: acompanhar, inspirar e motivar as pessoas a se apropriarem da suas vidas e seus caminhos de luz. Curiosa por entender e mergulhar na essência do Ser Humano vem andando no mundo da psicilogia, a educação e o coaching ontologico há mais de vinte anos. Formada em psicologia pela Universidad de la Republica Oriental del Uruguay e no Brasil pela UNIP - Universidade Paulista. Fez especialização em educação não formal pela escola de Beit Berl, en Israel. E é coach ontologica, formada por Newfield em Santiago de Chile. Apaixonada pelo trabalho com jovens, trabalhou em diversas instituições na formação de lideranças jovens e no desenvolvimento de programas educativos dentro deste marco. Como integrante da equipe da clinica NetPsi participou de projetos de ações redutoras de vulnerabilidade em diversos colégios de São Paulo. Foi também pesquisadora do LEI – Laboratório de Estudos sobre a Intolerância da USP, no núcleo de Psicanálise. Entusiasta e eterna aprendiz. Taly trabalha hoje no atendimento clínico com adolescentes e adultos, assim como em diversos programas de Desenvolvimento junto à Rede Ubuntu.

Últimos textos deste autor

Fé e confiança

“O que está me acontecendo é o melhor que tem que me acontecer para aprender o que preciso aprender”. 

Este tem sido meu mantra ultimamente. 

Tinha escutado esta ideia do meu pai faz um tempo já. No meio de um período de tristeza frente a uma grande perda, ele me disse:

“Filha: fé e confiança. Isto é o melhor que tem que te acontecer”. 

Escutei as palavras do meu pai e meu coração foi um paredão que não conseguiu ouvir, nem receber o que estava sendo dito. 

“Imagina! Lá vem ele com as suas ideias surreais de desapego e fé. É humanamente impossível viver dessa maneira", pensei e me fechei novamente na minha dor. 

 

Ano passado cursei a formação em Coaching Ontológico pela escola de Newfield no Chile

Foram nove meses de profunda transformação. Um renascimento. Nove meses de gestação de um novo ser, de um novo habitar no mundo. 

Neste processo aprendi novamente a aprender. Me encontrei com o não saber. Coloquei a venda nos olhos e me joguei a aprender a dançar no escuro. 

Algumas coisas deram “errado” e em algum momento o ensinamento do meu pai se acendeu dentro de mim, como madeira pegando fogo. E o fogo iluminou a escuridão profunda. Lugares recônditos de mim mesma que foram se preenchendo de luz. 

Cresci.

Aceitei.    

Aceitei o que estava acontecendo.

Aceitei o que estava sentindo. Aquilo que estava no meu corpo, que descubrí que não era o mesmo que estava na minha mente. 

Aceitei as pessoas.

Aceitei não saber.

 

A aceitação do que nos  acontece,e principalmente do que sentimos com o que nos acontece, é o que abre espaço ao aprendizado.  

 

E vieram então os aprendizados.

Fui fazendo, mudando, errando, acertando. Dando risada. Fui. Sou. 

E assim veio algo precioso: a gratidão. 

Imensamente grata pela vida, pelos aprendizados, pelos companheiros de rota, pela imensa capacidade de amar. 

A partir daqui começo novamente a escrever e compartilhar.

Compartilhar tudo que aprendi, a partir de tudo o que foi acontecendo. 

 

“E eu digo
Calma alma minha
Calminha!
Você tem muito
Que aprender...”

Zeca Baleiro

 

Taly Szwarcfiter

Membro, facilitadora e coach da Rede Ubuntu.

Construindo e desconstruindo desafios

 

Estas ultimas semanas, tem sido semanas de muitos desafios. 

Acho que em cada área da minha vida tem se apresentados novos desafios, novas reflexões. Ou será que eu estou mais atenta as possibilidades de crescimento e por tanto mais atenta aos desafios... Acho que é uma E a outra

E estes novos desafios me fizeram refletir sobre como eu os enfrento. E tem sido bem interessante. Ver, perceber como eu reajo, entender como os que estão ao meu redor lidam e dialogam com os seus desafios.. tudo isto já é um desafio em si mesmo!

E o que eu tenho observado?

 

Que depende a índole do desafio eu reajo de forma diferente: se é um desafio mais académico, um novo conhecimento a ser adquirido, me empolga imensamente, me motiva, me move. Me faz pensar, ir atrás ler. Com um imenso prazer. 

Já se é um desafio que me representa uma grande responsabilidade, e que dependerá de mim o resultado e o sucesso ou fracasso envolvido não só para mim como para os outros...me da.. preguiça! ufa, e que preguiça! Eu sei, pura resistência!

 

Existem outros desafios que me dão raiva, também pura resistência, claro. São situações nas que eu não gostaria de estar, ou que eu acho injustas e que me exigem um crescimento, um esforço ou outro tipo de desafio, e é nessas situações que eu fico com raiva. 

 

Tem tido inúmeros desafios relacionados à educação das crianças, ao consenso com o Ale, meu marido e esses desafios, me geram um pouco de angustia, mas como são situações inevitáveis tenho tentado encara-los com mais humor, mais leveza, porem não menos profundidade. 

Bom, e assim vai. 

 

De que me serve esta reflexão?

Me servi para percorrer o caminho contrario. 

Tem me ajudado muito a perceber o desafio atual, a identificação do sentimento que se apresenta no momento. Por exemplo: o sentimento de preguiça. 

Quando percebo que algo me da preguiça, ascende-se um alerta de: DESAFIO. 

 

Por tanto, consigo identificar mais rapidamente que a situação que me gera este sentimento, provavelmente envolve algum desafio que representa responsabilidade. Já conclui que por tanto não devo fugir, pelo contrário, já que identifiquei o desafio e a dificuldade, agora, “vamos lá”, vamos desconstruir e crescer. 

 

E assim por diante com outras emoções que venho sentindo e que talvez eu  não conseguia associar ou identificar a sua origem e que agora, consigo.

 

 Agora é só sentar, refletir e percorrer o caminho já identificado. 

Qual é a emoção

Tem desafio envolvido

De que ordem é o desafio

Quais são as armadilhas nas quais já sei que posso cair e não quero. 

Qual o resultado que espero

Que ferramentas preciso

Que ajuda preciso e de quem

Que tipo de comportamentos devo observar

 

Um “mantra” muito importante neste exercício: “não julga”. Tenho feito, também, o esforço de não julgar as emoções. Aceita-las, pensa-las e aborda-las. 

Como minhas, próprias, inerentes ao meu ser humano e por tanto SER vulnerável. 

 

Não é fácil, mas ter uma direção e um mapa do caminho, ajuda muito!!!

 

E você de que maneira você reage aos seus desafios? 

Tem desafios no desafio?

boas reflexões!

Taly 

 

Taly Szwarcfiter

Membro, facilitadora e coach da Rede Ubuntu.

- é +

 

Feriado em São Paulo

Cidade vazia

Espaço para circular

 

“Menos é mais’’

Máxima minimalista. Quase uma lei do seculo XXI.

Que, para algumas áreas da minha vida ainda não entrou em vigor. 

 

Decidimos ficar em São Paulo neste feriado, e em vez de pular carnaval, estamos sambando entre sacolas de lixo, caixas para doar e milhares de objetos desnecessários que fomos acumulando durante os últimos dois anos. 

Que capacidade de acumular coisas!

 

Faz dois anos mudamos para uma apartamento maior. A felicidade da Isabela, que na época tinha 3 anos e o novo apartamento que para ela era quase uma mansão, era indescritível. Ela corria de uma lado para o outro sem parar, rindo de alegria. Nós também.

Antes de mudar fizemos uma super limpeza e mudamos mais leves para a nova casa.

O tempo passou, a vida fico corrida, mais um filho chegou. 

E a nossa linda e vazia casa foi se enchendo de todo tipo de coisas. Algumas importantísimas, com o berço do Martin, o carrinho, o cadeirão, o patinete da Isa, as bonecas e todos seus apetrechos. E assim fomos indo. E veiaram junto um monte de outras coisas não tão necessárias. 

Mas já não havia tanto espaço para correr e pular. 

Pois não nos entregamos ao destino. Nos rebelamos contra nós mesmos e de plena consciencia abrimos mão do Carnaval, para esvaziar a alma.

Organizamos a brigada da limpeza, e começamos impetuosos e firmes na nossa missão de desapego. 

QUE ALIVIO!

Foram-se roupas, brinquedos, bibelôs e muito lixo.

 A coisa começou a apertar quando chegamos no item livros e textos acadêmicos.... e.... qual seria o critério?? Continuava sendo ter mais espaço para a energia circular, para o novo vir? Compartilhar, entregar o conhecimento para outros. E foram-se  muitos livros, que espero enriqueçam outras mentes. Foi simbólico me desfazer de quilos de papel, já amarelados, de textos guardados desde a faculdade. Textos que não voltei a consultar e que sei hoje que caso necessario, com apenas um www.g.... estará resolvido. 

Ontem passamos o dia inteiro, até a uma da manhã, haja coisa para arrumar!, e hoje acordamos felizes, mais leves.

Estou sentindo que agora só me falta uma chuva para pular e acabar de lavar a alma. Para começar, agora sim, o ano livre e solta. 

Sei que o desafio será manter “clean” a minha agenda, com a mesma premissa de menos é mais. Menos compromissos para aproveitar mais os prioritários. Menos correrias, para poder me dedicar com mais cuidado ao escolhido. Menos stress para curtir e me aprofundar. Mais tempo para guardar menos coisas. Menos coisas para ter mais criatividade. Mais reunião sem pauta para crescer, se conhecer e criar. 

Tenho plena consciência que parte do acúmulo entrou  na correria do dia a dia, que para não pensar e refletir perante a necessidade de cada coisa, fui deixando-as em diversos cantinhos até achar o tempo para decidir se ficará ou não ficará conosco. Pois bem, agora, no apice da empolgação, me comprometo a que este seja um ato constante, uma filosofía de vida, um treino cotidiano. 

E com mais espaço, menos perda de tempo, mais energia, virão outros desapegos e otros espaços para me dedicar a me desfazer de outras atitudes desnecessárias que impedem o movimento. 

Vai que vai 2013, leve e solto. 

Que rujam os trovões que já sabem onde me encontrarão!

“I’m singin in the rain, just singin in the rain”

http://youtu.be/D1ZYhVpdXbQ

Taly Szwarcfiter

Membro, facilitadora e coach da Rede Ubuntu.

Crescendo

Desta vez foi a nossa vez. Mais uma vez a equipe toda da Rede Ubuntu parou para se desenvolver e crescer juntos. Se uma coisa é certa quando se trabalha com desenvolvimento de pessoas é que você está obrigado a se desenvolver, senão a coisa desanda. Desta vez no início da nossa pauta estava comemorar!! Foram muitas conquistas neste último ano e era preciso - para todos nós e para a Rede - honrar este momento. Muitas vezes o que mais pedimos chega e depois esquecemos de comemorar e de agradecer. Nós temos muito a agradecer: ao Universo por conspirar, `a vida por nos juntar, aos nossos clientes por confiar, `as nossas famílias por nos apoiar e a nós mesmos por lutar e acreditar. Depois veio olhar para o futuro e planejar. Propósitos e desejos se imprimindo no futuro da nossa empresa. A equipe se consolidando e se permitindo tocar em assuntos ainda nunca conversados. Contamos nesses dias com a participação da Mari e da Del Mar Turato, especialíssimo! Olhamos para cada um de nós, para a equipe, voltamos para a conexão individual e assim fomos mergulhando cada vez mais profundo, e mais, e mais. Foi muito intenso, foi difícil, foi prazeroso, mexeu, mexeu muito. Mas sabemos que não se sai da zona de conforto confortável, em geral dói, incomoda, e nós não estamos isentos disto. Mas vale a pena! Não tenho dúvidas que encerramos o ano maiores, em todos os sentidos. E você, já comemorou as conquistas do ano? Já criou desafios para o próximo? Já olhou para você mesmo e estabeleceu objetivos? Se precisar de ajuda... estamos aqui! Um grande abraço, feliz final e começo de mais um começo!

Taly Szwarcfiter

Membro, facilitadora e coach da Rede Ubuntu.

Dançando com o medo

Rir, rir de emoção, chorar, chorar de alegría, chorar de tristeza

Sentir, 

Ser

Ser você mesmo

Ser na periferia do seu Ser

Aceitar o desafio

Não desistir

Ser vulneravel

tentar, tentar novamente

olhar, olhar o outro, olhar para si mesmo

Seduzir

Brincar

Brincar

Brincar comigo mesma, brincar com o outro, brincar para o outro

Olhar

Não desistir

Aceitar

Aceitar-se

Descobrir

Se sorprender

Sorpreender

Crescer

Crescer

Crescer

Amar

Amar 

Amar

Não desistir

Acreditar

Corpo

Alma

Espirito

Razão

Fala

Gesto

Tentar novamente

Crescer

Se elevar

Fazer a pesar do medo

Conhecer o medo

Danzar com ele

 

A exatitude é dos Deuses,Não somos máquinas perfeitas. Um dos tubos, pelo qual flue nosso sangue, termina sempre se desgastando, um pensamento com a força de um cupim pode cavar tuneis dentro de nossa alma. Não reagimos com justiça, com rigor, com equilibro. A coerência das matemáticas nos regula, a incoerência da vida nos domina”. 

 

Daniele Finzi Pasca,Teatro de la caricia, 2009.

 

Obrigada Nina e Mónica, pelo cuidado, pelo carinho, pela encontro. Pela ética e a estética. 

Por nos inspirar nesse jeito artesanal de existir. Obrigada a cada uma por ser e estar. 

Obrigada a Consuelo  e a Solenta que nos inspirar e hiluminam

Obrigada ao grupo todo, pela coragem e pelo acolhimento. Pela parceria.

Eternamente grata a todas e todos. 

 

Com saudades já do nariz, do chapéu, de brincar

 

Taly

 

ps. hoje gravamos o primeiro web cast do Mãe Ser Mãe(!) www., quando deu o “3, 2, 1, gravando” pensei... hi, não pode desistir! Grande exercicio apreendido no nosso curso. Não desiste, inventa, arrisca, tenta outro caminho. Vai enfrente, dança com o dragão. Muitos aprendizados.

Taly Szwarcfiter

Membro, facilitadora e coach da Rede Ubuntu.