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Renata Fonseca

É psicóloga formada pela PUC/RJ e fez seu MBA em Administração e Negócio pela FGV/RG. Com experiência de quase 20 anos na área de Recursos Humanos, trabalhou em grandes empresas como Petróleo Ipiranga, Souza Cruz, Unilever e Johnson & Johnson. Foi responsável pelas seguintes áreas corporativas: Recrutamento & Seleção, Treinamento & Desenvolvimento, Planejamento de Sucessão e Carreira. Também atuou como Business Partner de RH para as áreas de Marketing Regional (América Latina) e Vendas. No final de 2009, Renata decidiu deixar o mundo corporativo e, desde junho de 2010, vem atuando como consultora na área de desenvolvimento humano. Atualmente está fazendo sua formação em Coaching pelo Instituto EcoSocial.

Últimos textos deste autor

Pensamento Automático

 

Esta semana tive duas experiências que me fizeram refletir um pouco sobre esse assunto e assim resolvi compartilhar com vocês.

De acordo com a terapia cognitiva, a interpretação de uma situação (em vez da situação em si), que ocorre na forma de pensamento automático, influencia muito as nossas emoções e os nossos sentimentos. O que acontece muitas vezes é que interpretamos de forma errada (negativamente) determinadas situações neutras ou até positivas. Nessas situações, os pensamentos automáticos são tendenciosos e não expressam a realidade.

O pensamento automático é uma parte do nosso pensamento que acontece simultaneamente aos demais pensamentos que temos. Esses pensamentos automáticos ocorrem para todas as pessoas, logo, eles ocorrem com você também!!

Quando ficamos consciente dos nossos pensamentos, podemos fazer uma checagem da realidade e ver se o que pensamos de fato faz sentido ou é uma “fantasia”da nossa cabeça.

Por exemplo, você que está lendo esse post pode pensar “eu não estou entendendo muito bem” e  assim ficar um pouco ansioso ou frustrado. Porém, você pode responder a este pensamento de uma  forma produtiva: “ eu estou entendendo sim uma parte desse assunto, preciso apenas ler  um pouco mais.” Esse tipo de testagem de realidade automática e resposta a pensamento negativo deve ser uma experiência comum.

Outro  dia eu estava lendo sobre economia (assunto que definitivamente não é o meu forte) e pensei “Eu não entendo isso”, e depois pensei “Eu jamais entenderei isso”. A partir do momento que aceitei esse pensamento como verdade,  me senti triste e ansiosa. Em seguida me lembrei de olhar para a minha tristeza como um indício para procurar, identificar e avaliar o meu pensamento. A partir daí dei uma nova resposta para a mesma situação: “Espera aí, não é necessariamente verdade que eu jamais entenderei de economia. Estou com uma certa dificuldade nesse momento, mas se eu estudar um pouco mais num momento que eu estiver mais disposta, posso entender melhor. De qualquer forma, saber de economia não é a coisa mais importante para a minha vida, posso pedir ajuda ao meu marido, quando eu precisar”.  Nesse momento me senti muito mais leve, sem tristeza ou ansiedade.

Desta forma, o pulo do gato é o seguinte:

  1. Quando sentir uma emoção ruim – tristeza, frustração, ansiedade – procure identificar no que você estava pensando.
  2. Avalie se este pensamento faz sentido e responda a este pensamento automático de forma produtiva.

Mas e se esses pensamentos estiverem corretos? Neste caso, devemos partir para uma resolução de problemas ou descobrir o que há de tão mal se eles estiverem corretos. Uma reflexão interessante é O que de pior pode acontecer se eu não conseguir ....? O que de pior pode acontecer se eu não entender de economia ? De verdade, não entender de economia não me trará nenhum grande problema, concorda? As minhas atividades profissionais não me exigem conhecimento de economia, e por outro lado, posso pedir ajuda quando eu precisar.

Desta forma deixo aqui uma tarefa para vocês.

Sempre que você perceber uma mudança de humor ou se seu humor estiver piorando, você vai se perguntar “O que estava passando na minha cabeça?”

  1. Avalie se esse pensamento expressa a realidade, se sim, dê encaminhamento ao “problema”
  2. Se você estiver interpretando erroneamente a situação em questão, dê uma nova resposta produtiva para este pensamento.

Espero que este post te ajude a estar mais consciente das suas emoções e dos seus pensamentos.

Bom final de semana!

Renata Fonseca

Bibliografia: Terapia Cognitiva , Judith Beck

A Força de um Propósito

No domingo eu assisti, pela televisão, a um acontecimento absolutamente impressionante.  

O austríaco Felix Baumgartner saltou de uma cápsula levada por um balão à estratosfera. A subida demorou 2h30 e a queda livre durou cerca de 4 minutos. Segundo informações, o paraquedista alcançou a velocidade de 1.300 km/hora, ultrapassando a velocidade do som.

Como ele levou diversas câmeras acopladas na roupa e no capacete, foi possível ver que a estratosfera é absolutamente negra, muito escura mesmo. Não tem aquele azul bonito que conseguimos ver daqui da Terra.

No momento do salto, além de estar na escuridão absoluta, também era possível ver o contorno da Terra.

E assim ele mergulhou no vazio!

O que faz um ser humano superar todos os obstáculos e seus medos e se arriscar numa “aventura” desse tamanho?

Eu só posso acreditar que a é força do seu propósito!! O propósito dele é tão grande e tão forte que conseguiu superar todo o MEDO que com certeza ele sentiu.

Me lembrei das vezes que andei de montanha russa, eu sinto aquele frio na barriga e grito muitoooo!!! Me dá muito medo, mas como grito muito, tenho a sensação de estar exorcizando meus fantasmas. Por isso tenho a coragem de superar o medo, pois o sentimento de leveza que tenho depois vale o medo que sinto!!!

Mas voltando ao Felix Baumgartner, ele é o paraquedista que pulou da mão do Cristo Redentor no Rio de Janeiro. A sua vida tem sido pautada na busca por saltos ousados e por auto-superação.

Ele disse em entrevista que nasceu para voar! Faz todo o sentido, né?  Esse é o seu propósito de vida.

Ele ainda completou: "Quando eu estava lá, no topo do mundo, eu não pensava mais em quebrar recordes. Você fica humilde, você só quer voltar vivo. Foi a coisa mais importante do mundo, quando eu estava lá"

Esse é um de muitos exemplos que temos de como o nosso propósito é a nossa força motriz, o que nos impulsiona a superar os obstáculos e desafios, sejam internos ou externos.

E como anda a sua reflexão sobre o seu propósito de vida? O que te faz levantar todos os dias e encarar a vida?

Boa semana para vocês.

Renata

Mudança de Hábito

Sempre detestei fazer atividades físicas, mas ao mesmo tempo sempre tentei criar o hábito de me exercitar.

Me matriculava na academia, prometia a mim mesma que desta vez eu iria me comprometer,  que desta vez seria diferente. Porém eu sempre encontrava uma desculpa verdadeira para faltar: tinha que ficar até mais tarde no trabalho por algum motivo, minha filha precisava de mim, dor de cabeça...e por aí vai.

Até que em 2010 minha relação com as aulas de ginástica mudou completamente e, desde então, tenho consigo manter um bom ritmo. Faço uma média de 3 aulas por semana, o que para mim é uma superação e uma vitória.

Mas o que mudou? Andei pensando nisso e cheguei a algumas conclusões.

Primeiramente acho que meu olhar sobre a atividade física mudou. A minha crença era que quem faz ginástica está em busca do corpo perfeito!  Porém o meu personal conseguiu me ajudar a enxergar que a  atividade física não tem como único o objetivo ficar com um corpo bacana, mas principalmente ter saúde e bem estar. E essa novo olhar e nova crença faziam sentido para mim, eu me sentia motivada a fazer algo pela minha saúde, para me sentir mais disposta  e mais ativa.

Consequentemente outra coisa que mudou foi a forma de avaliar o resultado da atividade física. No passado minha métrica era a estética, ou seja, o resultado era positivo uma vez que  o corpo estivesse  ficando mais bonito... Hoje para mim o sucesso desta atividade está diretamente relacionado à minha saúde, disposição, alegria que sinto quando consigo me superar e correr mais do que eu corria antes... É um sentimento maravilhoso de libertação e de estar fazendo algo por mim e não pelo julgamento e dos outros. E de fato me sinto muito melhor depois que inclui essa rotina na minha vida, além de ter  mais disposição eu sinto que estou cuidando de mim. E isso é muito bom e me dá imenso prazer!

Também foi importante encontrar as atividades que eu gostasse de fazer, pois eu odeio rotina e repetição.  O Lui, meu personal, logo percebeu isso. Assim, cada aula é diferente da outra. Ele consegue  propor exercícios completamente diferentes! As aulas são divertidas e o tempo passa voando.

E hoje posso dizer que não consigo mais me imaginar sem fazer atividades físicas, sendo que passei praticamente 38 anos da minha vida como sedentária. Foi mesmo uma superação para mim, tenho uma qualidade de vida muito melhor!

Então, a mensagem que deixo para vocês é que mudar um hábito não é fácil, mas é possível. E, muito importante, é que além de mudar hábito em si, você mude também o olhar que tem sobre o assunto e a forma como você avalia o seu sucesso. Experimente!

Boa semana para vocês.

Renata

Criatividade

Tenho uma grande amiga escritora, a Cacau, que é um poço de criatividade. Ela tem sempre ideias inovadoras, pensa o que ninguém pensa. Seus textos são incríveis!!

Outro dia li um texto dela, Delícia de Ballet, onde faz um paralelo entre aulas de ballet e a culinária francesa,  e fiquei me perguntando da onde ela tirou essa idéia!! Segue um trechinho do texto abaixo:

“ E a aula segue com uma sucessão de sons franceses que me transportam da sala do ballet clássico para um restaurante, francês, o clássico! Nesse momento, minha perna já é um fondue. E lá vem um pas de bourré que meus ouvidos escutam beurre, manteiga, derretida, beurre manièr...Plié, echappé vão parar na voz de um garçom que me oferece de entrada um formidable camarão ao molho de “plié”, seguido de um magnifique risoto de “echappé”. A bebida para acompanhar é um battement frappé

Como ela é escritora e intelectual, logo pensei que sua criatividade deveria ser fruto dos inúmeros livros que ela lê, das centenas de peças de teatro que ela assiste e dos incontáveis filmes “cabeça” que já viu. Mas que estilo de leitura seria esse? Quantos livros será que ela lê por semana? Quais são seus filmes e peças de teatro favoritas? Não me contive e resolvi perguntar como ela consegue ser tão criativa. E a resposta foi tão impactante quanto o texto: o segredo está na humildade!!

Ela disse que gosta de ouvir a todos, sem nenhum julgamento e sem nenhum preconceito. Ela percebeu que a melhor forma de ampliar a mente e seu conhecimento é através do relacionamento com os outros e através das histórias dos outros, sejam os outros parecidos com você ou diferentes de você.

E de fato é verdade, a Cacau tem um talento especial que se chama ouvir ativamente. Quando conversamos é impressionante como ela presta atenção e fica focada no que estamos falando. E, segundo ela, a humildade está justamente aí, no sentido de não julgar as histórias e necessidades do outro, de não se sentir superior a ninguém e de acreditar que sempre temos algo a aprender.

Portanto o que fica para mim é que, além dos significados já conhecidos,  praticar Ubuntu também é sinônimo de criatividade. E aí, vamos praticar?!

Boa semana para vocês.

Renata

Pensar Diferente

Tenho refletido muito ultimamente sobre as diferentes formas que as pessoas pensam, sentem, enxergam a realidade... Normalmente o que vem a mente é: Qual é a verdade? O que é o certo?

Na semana passada tive a oportunidade de viver uma experiência que me trouxe muitos aprendizados relacionados a isso. Passei três dias num programa sobre Cultura Organizacional com mais outras 8 pessoas, cada um com um background diferente, experiência diferente  e principalmente com pensamentos e visões de mundo bem diferentes.

Logo ficou claro que eu tinha mudado muito a minha forma de pensar e de ver as coisas desde que deixei o mundo corporativo há 3 anos atrás. Meu foco atual está totalmente voltado para o estudo e entendimento do ser humano.

Foi uma constatação interessante ver que as minhas contribuições iam bem mais neste sentido, enquanto que outros profissionais traziam uma bagagem e um olhar totalmente voltado para o campo estratégico e conhecimento de negócios. Foi um exercício muito rico ver um mesmo tema, Cultura Organizacional, sendo abordado e construído por diferentes pontos de vista. Porém também foi um grande aprendizado, pois muitas vezes me peguei pensando que o outro, que pensava diferente de mim, não estava alcançando o que eu queria dizer ou não estava compreendendo o meu ponto de vista.

Confesso que fiquei bastante incomodada, pois assim como eu, o outro também tinha esta mesma opinião sobre mim. Com certeza o outro também achava que eu não estava alcançando o que ele queria dizer ou mesmo que eu não conseguia compreendê-lo.

Fui para casa muito mexida com essa “batalha” de pontos de vista e refleti bastante sobre o incômodo que eu estava sentindo. Num primeiro momento me senti desvalorizada, pois o meu conhecimento  e a minha forma de ver as coisas não estavam sendo valorizadas como eu esperava que fossem. Julguei o outro como arrogante e dono da verdade, que só valoriza as opiniões semelhantes às suas...

Depois de muita reflexão concluí que eu estava sendo tão arrogante quanto o outro! Julguei que o outro não concordava com o meu ponto de vista porque ele não alcançava o que eu estava dizendo, porque ele ainda não tinha estudado profundamente o ser humano como eu venho fazendo nos últimos anos. Olha que coisa, logo eu que venho me debruçando em compreender o ser humano caí na armadilha da arrogância e da vaidade.

Quem disse que o fato de estudar profundamente um tema e ser de apaixonado por este tema te faz dono da verdade?! E quem disse que há uma verdade?!

Por outro lado a Carolyn Taylor, que desenvolveu toda a metodologia e estava dando o seminário, nos deu uma lição maravilhosa de humildade e de respeito pelo pensar diferente.

Ela é conhecida mundialmente por seu trabalho, tem livro publicado e se dedica ao tema de Cultura Organizacional há quase 40 anos! É reconhecida como o “Papa da Cultura Organizacional”.

Ao longo do seminário a Carolyn teve uma postura digna de um Mestre. A cada dúvida que os participantes tinham, seja com relação ao conteúdo ou com relação a forma como o curso estava estruturado, ela parava, ouvia e procurava verdadeiramente entender o ponto de vista e a contribuição que o outro estava dando. Ela ainda anotava o que não havíamos entendido para poder pensar numa melhor maneira de transmitir aquele conteúdo. Imagina uma pessoa como ela, como todo o conhecimento e reconhecimento que  tem, estar aberta a ouvir contribuições de pessoas muito mais novas, com menos bagagem profissional e com muito menos conhecimento no assunto do que ela.

Foi demais ver uma pessoa que verdadeiramente se comporta de forma alinhada com o que ela prega e acredita, foi uma lição de humildade e respeito que nunca vou esquecer!

Boa semana para vocês!

Abraços,

Renata