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Luciana Gallo

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Vem dançar com a gente?

 

Dia 28, sexta-feira, de 12 às 14 horas, esperamos você para uma roda!

Ela vai acontecer na Rua Agisse, 172, Vila Madalena (ao lado do Metrô).

Vamos praticar juntos algumas danças circulares.  Para alguns é divertido, para outros é profundo, e para muitos é até sagrado... Uma forma simples e divertida de interagir, de experimentar uma dinâmica colaborativa e muito efetiva. 

As danças circulares nos ajudam a trazer a prática da cooperação nos grupos, e nos abrem a possibilidade de nos reconhecermos como parte integrante de um todo. Em um círculo e de mãos dadas, dançamos músicas antigas e novas, experimentando uma grande harmonia e paz.

Elas traduzem vários dos princípios em que acreditamos e que buscamos propagar na Rede: respeito, inteireza, inclusão, leveza, divertimento e integração! Por isso amamos tanto, e queremos compartilhar esse momento com você.

Se quiser experimentar, vem dançar com a gente.

Confirme pelo email patricia@redeubuntu.com.br ou luciana@redeubuntu.com.br.

Nos vemos lá!

Pata e Lu.

 

 

 

 

Luciana Gallo

Luciana Gallo é coach, EUpreendedora e membro da Rede Ubuntu.

Não é por acaso. Somos uma rede de propósito.

Tudo muda o tempo todo, no mundo.

Antes de você terminar de ler essa estrofe da música do Lulu Santos, acredite: o mundo já vai ter mudado. De novo.

No seu último post, o Edu compartilhou como ele enxerga as mudanças que estamos vivendo hoje. Na educação. Na economia. Na saúde. Na cultura. Na gestão das organizações. E de como lhe veio à mente a imagem do trapézio como metáfora dessa transição: pessoas e empresas no exercício de largar o modelo que já não serve mais para muitas delas, para então buscar algo que faça sentido novamente, seguindo o caminho da evolução.

E o desconforto que isso dá.

A tomada de consciência de que não vale a pena olhar demais para trás – porque afinal de contas não é pra lá que a gente vai – é apenas o início de todo esse processo de inovar.

Essas idéias têm ressoado muito em mim, e eu queria continuar daí... para falar um pouco mais sobre a mudança nas organizações.

Sim, porque a maioria das pessoas desse inacreditável mundo novo em que vivemos ainda está dentro de empresas. De uma forma ou de outra, a transformação do indivíduo passa pelas sociedades empresárias.

Quando li o texto e vi a imagem, me veio logo outra: a da rede de proteção que fica logo abaixo daqueles trapezistas. Essa rede está lá para sustentá-los no exercício de largar uma barra para pegar outra. Para colocá-los de pé, de tempos em tempos, caso o baile no ar encontre certa resistência.

Ela não está lá por acaso. Ela é uma rede de propósito. E de propósitos...

Ela permite que aqueles malabaristas possam experimentar novos movimentos. Eles ousam, arriscam, fazem diferente. Mas estão sempre sustentados... pelo seu propósito.

O propósito é o seu significado. O seu norte. O que lhe motiva, o que realmente é importante para você. A sua contribuição para o mundo. O seu papel no universo.

Já temos dados e fatos (se você já viu meus outros posts, sabe o quanto gosto deles). Os colaboradores, empregados, funcionários – não importa o nome que a empresa dá às pessoas ali – trabalham melhor quando encontram um motivo. Um porquê.

Esse porquê faz parte de todos os projetos da Ubuntu.

Já foi pesquisa do MIT – Massachusetts Institute of Technology, nos Estados Unidos.

Já virou livro sobre motivação do Daniel Pink, referência no mundo da gestão e do comportamento. Ele diz mais ou menos assim: “Esqueça a remuneração. Pague mais ou menos o suficiente para que o dinheiro não seja uma preocupação. Feito isso, dê autonomia, domínio e propósito aos seus colaboradores”.

É muito interessante perceber que onde existe uma pessoa alinhada com seu propósito, ali outras pessoas também estão sendo motivadas a viver o mesmo. A razão é simples. O processo de busca é contagiante. Quando encontramos alguém que verdadeiramente está desbravando seu universo de possibilidades e talentos, de alguma forma, nos sentimos motivados a fazer o mesmo.

As organizações também têm seus propósitos. Sua missão. Seu sonho. Algo além do lucro.

Maximizar propósitos individuais. Somá-los para criar propósitos coletivos.

Taí o papel da Rede.

E o mundo já mudou. De novo.

Luciana Gallo

Luciana Gallo é coach, EUpreendedora e membro da Rede Ubuntu.

Vai que vem

Estava em duvida ontem se deveria escrever sobre “isso". Não é que eu não sabia o que escrever. Mas é que já tiveram outros posts aqui no blog a respeito do assunto. E também porque é impossível falar dessa questão e sair ilesa ao final... Você já vai me entender..

Durante esse diálogo interno – escrevo ou não - caiu no meu colo (ou melhor, na minha página do facebook) uma citação da Maria Lucia Homem, mais ou menos assim: “... o embate da intimidade com o outro é, paradoxalmente, cada vez mais desejado e cada vez mais fora de moda, porque a lógica do indivíduo narcísico está na contra-corrente de uma relação real com o outro, mais profunda e íntima que vai chegar nas falhas, no 'não tão belo', no 'não tão interessante' ".

Achei que era a minha confirmação. Ela estava falando de vulnerabilidade.

Resolvi falar então.

Vulnerabilidade. Foram 35 anos brigando com ela. Contra ela. Diariamente... E, como tudo o que fazemos repetidamente por um certo período de tempo, tornou-se um hábito.

Hoje sei bem o que ela é. Antes não sabia. Achava que era sinônimo de fraqueza. Curiosamente busquei em alguns dicionários e... não é que todos que encontrei traziam as duas palavras como sinônimos? Talvez por isso tenha travado essa guerra cansativa.

Mas daí fui apresentada – há alguns anos, junto com outras milhões de pessoas - a uma PhD em vergonha, Brené Brown. Que estuda o assunto a fundo. Que define vulnerabilidade como a permissão que nos damos para sermos vistos, verdadeiramente vistos, a partir da nossa essência. Que entende que o que dá propósito e significado às nossas vidas é a conexão que fazemos com o outro. Que defende que o que conecta é a coragem de sermos imperfeitos, a autenticidade de sermos o que somos e um profundo senso em acreditar que merecemos amor e pertencimento. Que o que desconecta, por outro lado, é a vergonha de não sermos bons o bastante. Bonitos o bastante. Inteligentes o bastante.

Todas as vezes que nos encontramos em rede (e na Rede) voltamos a esse assunto. De um jeito ou de outro. Falando ou vivenciando a vulnerabilidade. Porque falar de EUpreendedorismo é também falar de conexão. Sua com você mesmo, e sua com o outro. É falar de relacionamentos que transformam a partir da essência de cada um. É se olhar no espelho em um primeiro momento. E em seguida poder segurar o espelho para que o outro se veja. De verdade.

Semana passada não foi diferente. Porque falamos muito sobre tudo isso. Mas, mais do que falar, experimentamos. E fiquei com uma impressão de que estamos no caminho para abraçarmos nossa vulnerabilidade.

Me arrisco a dizer que ela seja nosso próximo valor a “catalogar”...

A brincadeira do “vai que vem” – algo que costumamos dizer em nossos workshops, e que pra mim simboliza o encorajamento diante da vergonha de não sermos bons o bastante - está ficando séria!

E, quanto a mim, experimentei nesses dias a imperfeição. O desconforto da minha própria incompletude. Deu dor de barriga. E um certo aperto no peito. Foi por isso que disse no início...  é impossível sair ilesa quando o assunto é vulnerabilidade.

Luciana Gallo

Luciana Gallo é coach, EUpreendedora e membro da Rede Ubuntu.

Criando Raízes

É época de plantio. Plantio na produção das Raízes do EUprendedorismo.

Arar. Adubar. Semear. Regar. Germinar. Esperar. (Torcer). Colher.

Estamos fazendo isso, começamos segunda-feira.

Uma semana de encontros inéditos. Diálogos para compartilhar nossos princípios. Para viver e compreender o que está por trás do Abrir.  Do Incluir. Do Colaborar. Do Ornar. Do Acreditar.

Ainda não digerimos tudo. Vai levar um tempo. Sempre leva.

Mas já saiu tanta coisa linda! Palavras... “só” palavras.

segunda-feira: Abrir. foto. rua. olhar para dentro. registrar para o outro. cultura do encontro. humor que aproxima. piaget. níveis de percepção. silêncio.  perspectivas. desafio. suporte. espiral dinâmica. de dentro pra fora. desenho de dois. de fora para dentro. construção coletiva. significados individuais.

terça-feira: Incluir. cinco sentidos. jogo de criança. caminhar pela sala. polaridade. pertencimento. trocar o ou pelo e. música sem ritmo. deusa. beijo na mão. sensações. iceberg. rir com. preencher espaço. sexto sentido. liberdade. controle. conexão com o olhar. silêncio. valores. bicicleta.

Palavras: minúsculas na forma, maiúsculas no significado. Porque antes de ser frase, tem que ser palavra.

E lá no pé de página do "Manual de como plantar: dicas e cuidados”, uma advertência: “Lembre-se de que a árvore, depois de adulta, terá outra dimensão”. Que assim seja!

 

* foto feita na Vila Madalena pelo querido Jose Antonio Sarria, membro da Rede,

no primeiro dia desse encontro.

Luciana Gallo

Luciana Gallo é coach, EUpreendedora e membro da Rede Ubuntu.

A razão do meu afeto (ou... Por uma vida com significado)

Nosso primeiro encontro foi quando fiz minha primeira formação em coaching integrado. Me apaixonei, e começamos a namorar. Puro encantamento. Acho que agora já posso dizer que passamos para o estágio do amor.

Só que a razão do meu afeto, dessa vez, não é uma pessoa.

É a psicologia positiva.

Quando o norte-americano Martin Seligman começou a desenvolvê-la no início da década de 80, tinha uma preocupação inicial: compreender o lado funcional do ser humano. E ele contagiou muitos.

Saímos do modelo de doença, deixamos de buscar só o que havia de errado conosco. Entendemos que tornar pessoas infelizes menos infelizes já não era mais suficiente.

A psicologia positiva se assemelha à autoajuda por conta de seus temas de estudo: gratidão, otimismo, felicidade. Mas se diferencia dela porque vai ao campo das neurociências para entender as emoções e os comportamentos. Estuda cientificamente nossas potencialidades e virtudes.

Sempre gostei de pesquisas científicas. Informações empíricas. Dados e fatos que confirmam idéias e suposições. O lado esquerdo do meu cérebro agradece. Talvez por isso ela me encante tanto.

E também porque ela é uma das fontes inspiradoras do coaching.

Ajuda o outro na criação de um novo caminho - ou de um jeito novo de caminhar – quando se propõe a definir e classificar talentos, o que os constrói e o que os atrapalha. Quando busca remodelar nossos pontos fortes para usarmos o máximo possível nas nossas relações pessoais e profissionais. Quando nos empodera, e traz o conceito de responsabilização pelo nosso futuro, ao invés de nos confirmar no papel de vítima de nossa história e das circunstâncias.

E foi assim, tentando entender a felicidade, que a psicologia positiva esbarrou na vida com significado.

Mike Csikszentmihalyi também bebeu dessa fonte, e criou o conceito de flow (ou fluxo, se preferir).

Resumir o que esse professor húngaro que estuda felicidade e criatividade disse é (quase) tão difícil quanto pronunciar seu último nome, mas vamos lá: pra ele, o fluxo acontece quando você está completamente envolvido em uma atividade. Naturalmente motivado. Absorvido. Satisfeito. É quando o tempo pára, e suas preocupações se tornam pequenas diante daquilo que você está realizando.

Se lembra das informações empíricas sobre as quais falei aí em cima? Sobre como já temos dados e fatos comprovando hipóteses e intuições? Pois é, sabemos hoje que a produtividade e o envolvimento de uma pessoa em uma organização estão totalmente relacionados às emoções positivas, à descoberta de sentido e ao alinhamento de seus valores com os do lugar em que ela trabalha. Alguns adoram o termo “harmonia produtiva”...

Que seja. Chame do que quiser. Mas a vida com significado passa pelo flow do Mike (não, não vou fazer você repetir seu sobrenome).

Busque seu estado de flow. Se você está em uma organização ou fora dela. Promova seus talentos e genialidades. Imprima sua marca. Você vai acabar se apaixonando, assim como eu.

Luciana Gallo

Luciana Gallo é coach, EUpreendedora e membro da Rede Ubuntu.