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Gabi

É formada em administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas com especialização em Ciências Políticas e Sociais pela Sciences Po Paris. Atuou 3 anos em consultoria estratégica através da empresa Kaiser Associates atendendo grandes multinacionais no ramo de energia, infraestrutura, educação e bens de consumo e por quase dois anos com Marketing para América Latina na Unilever. Atualmente trabalha como consultora em desenvolvimento humano no Hay Group e como coach, facilitadora e responsável por assuntos ligados à espiritualidade na Rede Ubuntu. Há mais de 15 anos estuda e participa de diversos cursos sobre religiões, antroposofia, psicologia analítica e diversos assuntos voltados ao resgate da essência humana.

Últimos textos deste autor

Uma vida de propósitos…..

 

Há alguns dias uma colega e amiga muito querida sugeriu que eu escrevesse sobre a seguinte pergunta: O que nos faz continuar? E automaticamente me veio a palavra propósito…..

 

Acredito que os motivos que nos fazem continuar vivendo, seguindo com o que quer que seja por mais diversos que possam parecer, estão direta ou indiretamente ligados a um propósito…

 

Pode ser uma intenção de objetivo mais pontual para determinada situação ou algo tão profundo que síntese a essência de uma vida….

 

Sem dúvida alguma, o que me faz continuar, seguir cada dia independentemente das montanhas que tiver de escalar, das pontes a construir ou  paredes a quebrar, é lembrar do meu propósito de vida…..

 

Nem todos temos um propósito de vida claro, as vezes porque não achamos relevante, as vezes porque ainda não sabemos ou as vezes porque nem sequer nos perguntamos…..

 

Para mim não existe um propósito de vida pré definido, cabendo a cada um de nós se descobrir para assim definir qual o nosso próprio propósito. Assim, a escolha de um propósito está diretamente relacionada com a o reconhecimento de quem somos, com a busca da nossa essência, com o questionamento do que os demais colocam como certo para nós, como com a definição dos valores que nós escolhermos ter.

 

Não é uma tarefa fácil, nem pontual…. Afinal estamos todos os dias nos conhecendo melhor, aprendendo coisas novas e repensando nossos valores.. logo, nosso propósito também pode passar por adaptações ou ser complementado ao longo da vida…

 

Além disso, cada pessoa é única então não existe uma única forma de definir um propósito de vida, os propósitos são tão diversos quanto as pessoas….

 

Mas se é algo tão complicado, porque, então, ter um propósito?

 

A definição de um propósito maior nos dá mais clareza sobre o que estamos fazendo aqui e o que quremos desta experiência chamada vida. Nos auxilia a dar sentido para e direcionamento para cada escolha que fazemos, para não desistirmos frente a dificuldades, para olharmos para trás e nos orgulharmos de estarmos levando uma vida de acordo com nossos próprios valores…..

 

Encontrar um propósito que faça tamanho sentido a ponto de você e ele parecerem uma coisa só é libertador! Nos faz enxergar o mundo de uma nova forma, nos motiva a fazer de cada dia mais um dia único, do caminho uma grande construção, nos faz perder a noção de tempo e espaço, traz uma sensação de integridade absoluta.

 

Ter um propósito de vida, com certeza, nos faz continuar!

 

E assim eu continuo.. ;)

 

Uma excelente semana!

Gabi

 

 

 

O melhor e o pior de mim: a diferença entre uma liderança inspiradora e a imposta

Incrível como algumas pessoas tem um dom mágico a ponto de nos inspirarem de uma maneira tão cativante que nos motivam não só a tirar o melhor de nós, como até nos fazem perceber que tínhamos certas capacidades que nem nós mesmos sabíamos! Trabalhar com essas pessoas é algo delicioso, mesmo nos contextos mais duros, situações de crises e com resoluções quase impossíveis, temos um prazer gigantesco em ajudar.

Mais incrível ainda, para não dizer chocante o quanto outras pessoas tem uma habilidade imensa de tirar o pior dos demais. O contexto pode estar calmo, a suas atribuições serem as suas preferidas e mesmo as pessoas a seu redor serem fantásticos colegas, a postura do gestor é tão crítica que seu dia a dia passa a ser insuportável... diria que este tipo seria a típica liderança pela imposição, isto é, consegue as coisas pelo cargo e não por motivar os demais...

 

Alguns pontos cruciais que fazem de um gesto alguém totalmente desmotivador, especialmente para geração y:

-  Impõem

- Levantam a voz (pior ainda quando em situação cotidiana sem motivo aparente)

- Ser sempre o dono da verdade (principalmente quando não tem conhecimento sobre o assunto em questão)

- Nunca contribuem, inclusive delegar o que supostamente seria sua atividade, ou melhor, impor que façam sua parte

- Não escutam

- Zero empatia a ponto de não perceberem a demostivação que causa em sua volta

- Focam sempre neles e nunca na equipe

- Esquecem de envolver a equipe principalmente em assuntos que dependeram totalmente da equipe para conseguir realizar

- Tratam a equipe com descaso e ar de superioridade

- Forçam aproximação pessoal por puro interesse com membros da equipe e no momento seguinte dar patadas/ jogar fora quando não lhe parece tão útil

 

Enquanto isso, os líderes inspiradores:

- Estão abertos a escutar visões diferentes da dele e a contemplá-las quando cabível

- Pedem, sugerem e entendem o contexto, sempre procurando dar clareza e justificativa frente as suas decisões e solicitações

- São humildes e prontos para aprender com qualquer pessoa

- Sabem que seu resultado será gerado por meio da equipe e que preocupar-se com a motivação da mesma é essencial

- Sabem quais são suas responsabilidades, contribuem com o trabalho da equipe e desenvolve seus subordinados

- Trata sua equipe com respeito, vê cada um pela pessoa que é e não etiqueta ninguém pelo cargo

- Faz com que a equipe se sinta envolvida e reconhecida

- Criam relações interpessoais genuínas com os membros da equipe

 

Líderes inspiradores não precisam do cargo para conseguirem impactar e influenciar os demais... já pessoas inseguras e não empáticas em cargos de gestão, utilizam-se do cargo para conseguir algum retorno da equipe... Resultado? Para o primeiro, mesmo morrendo e com muitas horas extras, você está feliz e contente de poder ajudar.. para o segundo, você faz apenas o necessário,concentrando-se fortemente para não fazer cara feia, quando não chega ao limite de procurar novas oportunidades fora dali....

Otima semana!

Beijos

Gabi

 

 

 

As luzes que me motivam

Em meu trabalho atual faço muitas entrevistas comportamentais e me deparo com os mais diversos tipos de pessoas... algumas felizes, outras tristes, umas medianas, outras geniais, umas valorizadas pelos seus chefes, outras totalmente abandonadas, umas emburradas e descontentes, outras altamente engajadas e motivadas.....

As que mais me intrigam são aquelas que normalmente possuem um grande talento que pode ser efetivamente utilizado naquele tipo de trabalho, como por exemplo são muito inteligentes, ou muito empáticas, muito sociáveis, ótimas líderes, boas para lidar com pessoas, enfim que possuem algo lá dentro delas muito especial, mas que claramente não estão sendo valorizadas como deveriam e mesmo assim teimam em continuar em seus trabalhos atuais e mais que isso, estão engajadas e motivadas!

Obviamente, a grande pergunta que eu nunca chego a efetivamente a fazer mas que sempre elas acabam espontaneamente a me dizer é o que tanto motiva elas a continuar, a não aceitar as inúmeras outras oportunidades que a vida lhes apresenta, aos inúmeros outros possíveis chefes que aparecem lhe estendendo a mão e deixando claro que as valorizam mil vezes mais que os atuais.

Todas essas pessoas continuam em seus trabalhos por um propósito, por algo que eu chamo de um objetivo maior, por uma “causa mãe”. Seja por ajudar o povo brasileiro, seja por querer fazer algo pelo planeta, seja por querer trabalhar em benefício da arte, seja por querer salvar vidas, seja por querer criar mais empregos, seja para dar outros condições dignas de trabalho, seja por inovar e criar novas tecnologias... claramente não é por algo que se enxerga no curto prazo, não é pela remuneração, não é pelo simples cargo, não é por uma valorização do chefe imediato, não é para ser chamado de talento na empresa, não é para fazer uma carreira a longo prazo... talvez para deixar um legado, talvez para fazer alguma diferença, talvez para aprender muito e quando sair poder fazer ainda muito mais...

Ah... quando eu me pergunto o que me motiva acordar todo dia cedinho e só parar de trabalhar a noitinha? Com certeza ter contato com essas luzes tão especiais é algo que me motiva! Cada experiência única, cada sorriso sem igual, cada história, cada jeitinho.... o que mais me motiva é saber que um belo dia eu conseguirei viver só disso, só de ajudar pessoas a a enxergarem seus próprios talentos e brilharem muito através deles! =)

Uma semana com muita luz!

Beijos

Gabi 

Sentir-se em casa!

 

Sentir-se em casa é algo que vai além do conhecer ou estar pela primeira vez, que não se enquadra nas definições padrões de tempo e espaço, um sentimento cuja origem pode ser quase oposta de pessoa para pessoa, mas que quando se faz presente, é normalmente tido como algo prazeroso!

É, sem dúvida, o lugar que mais nos sentimos a vontade é quando estamos em casa...  Alguns se sentem em casa no lugar em que vivem e depois de longos dias de viagem, demonstram extrema felicidade por terem retornado a casa! Outros que moram fora de suas cidades ou países de origem podem ter o auge do “sentir-se” em casa, ao voltarem ou visitarem esses locais para poderem ficar pertinho da família e pessoas queridas...  E existe ainda, as pessoas que se sentem em casa em lugares que até então eram desconhecidos, circundado de pessoas estranhas e fazendo algo pela primeira vez.

O que faz todos esses serem casos de um doce sentimento de sentir-se em casa?

Em todos eles, o sentimento de estar em casa vem do fato de nos sentirmos queridos e aceitos da maneira que somos, sem tirar nem por, sentimos que temos liberdade para nos expressar, que temos pessoas que nos entendem com quem valha a pena trocar, que as horas passam voando porque cada momento realmente se faz único!

Eu sou do tipo que não se sente em casa estando literalmente em casa, ou na minha cidade de origem pertinho de família e amigos... Mas que pude passar há pouco uma excelente semana em um até então desconhecido, trancada 10 horas por dia em uma sala e com 25 pessoas que nunca tinha visto antes! E nunca me senti tão em casa como durante aquela semana!  

Como é bom e libertador sentir-se em casa!!

Que todos possam ao menos uma vez, experimentar um bom e confortável sentir-se em casa!

Boa semana!

Beijos

Gabi

Meu melhor presente!!!

 

Plenitude, paz, presença, serenidade de alma, compaixão, sentir parte, agradecer por estar vivo, alegria, lágrimas de emoção, amor próprio, amor ao próximo, gratidão... Posso tentar com inúmeras palavras ou expressões, mas nenhuma seria suficiente para demonstrar o que sinto agora...

Desde que eu me conheço por gente sempre li, estudei, fui atrás dos mais diversos assuntos ligados a questão da espiritualidade... Aprendi algumas coisas que me ajudaram pelo caminho e que me possibilitaram ajudar outros também... mas tinha algo que eu sempre acreditei que fosse possível, mas que eu nunca tinha vivido e sinceramente não imaginava poder vivenciar tão cedo...

As mais diversas formas de expressar a espiritualidade falam sobre um lugar mágico que você pode alcançar quando está presente, falam de um momento de insight, de momento de conexão (ou reconexão), de comunhão, de compaixão.... sempre achei isso lindo, sempre sonhei que um dia poderia sentir algo perto disso, mas achava que seria algo para daqui anos.... e hoje tive uma bela surpresa, na verdade o melhor presente que eu poderia ganhar nesse dia!

No ano passado eu fiz uma formação em coaching integral e tive minha primeira vivencia com o ICC (Integral Coaching Canada). Foi uma experiência muito profunda e transformadora para mim, eu nunca antes tinha me sentido pertencendo a algum lugar, nunca antes tinha encontrado algo que me fascinasse tanto a ponto de conseguir deter toda a minha atenção, nunca tinha encontrado algo que me desafiasse e ao mesmo tempo me trouxesse tanta satisfação! Experimentar aquilo, encontrar algo que “ornasse” tanto comigo, foi fundamental para nortear todas as escolhas que fiz em seguida e me deu mais certeza de que meu propósito de vida não só é realizável como de que estou no caminho certo.

Logo que essa formação acabou, me deparei com a oportunidade de dar continuidade a isso em um aprofundamento, dessa vez ainda mais intenso, longo e fora do país. Não por acaso, o primeiro dia de curso seria bem no dia de meu aniversário.

Antes de eu viajar, várias pessoas me perguntaram sobre minhas expectativas para com tudo isso e me dei conta que eu não conseguia responder, mais do que isso, percebi que pela primeira vez na vida, eu não tinha expectativa.

Como não ter expectativa com algo que seria tão importante para mim? Em um momento de tanta mudança em que eu acabara de sair de um relacionamento intenso, que mudei de cidade, que não faço a mínima ideia do meu dia de amanhã?

A verdade é que me dei conta que eu vivi uma vida de expectativas... sempre idealizei tudo que queria, imaginava como as coisas deveriam ser antes de vivê-las e muitas vezes mesmo que eu tornasse essas coisas realidade, eu já estava criando novas expectativas.. . talvez nunca tenha estado completamente presente em nada do que passei.... estudei em lugares diferentes, trabalhei com diversas carreiras, me relacionei com diversas pessoas, viajei por muitos lugares, conquistei muitas coisas e nunca nada era suficiente pois eu sempre estava idealizando algo maior para o momento seguinte ao invés de estar aberta ao meu presente... nada nem ninguém conseguia me surpreender...pior, nunca nem chegava a ser suficiente... as faculdades não eram completas como eu idealizava, os professores não eram profundos, os namorados podiam fazer o que fosse mas nunca era suficiente, os trabalhos nunca desafiantes o bastante, e eu? Bom eu podia me esforçar muito, dar tudo de mim, conquistar coisas teoricamente incríveis e sempre sentia que faltava algo...

Como tudo sempre tinha sido assim, eu nem me dava conta desse padrão... e assim seguia meu caminho, exigindo mais e mais de mim e dos outros.... e vivendo dentro de mim em um mundo a parte, em um mundo mágico e lindo, tão cheio de expectativas que nunca seria realizável....

E, de repente, me pego em um momento tão crucial, sentindo a ausência de expectativas! Sentir isso me soou muito interessante, mas não fazia a menor ideia do que ia me permitir vivenciar.

Chega o dia de hoje, meu aniversário, eu em outro país com 22 pessoas que eu nunca vi na vida para começar algo que eu não fazia e continuo não fazendo a mínima ideia de onde me levaria. E pela primeira vez na vida eu experimentei o que é estar presente! A ausência de expectativa me permitiu deixar meu auto julgamento de lado, me fez esquecer o que estava lá fora, me permitiu focar no momento e estar completamente aberta para o que for que o Universo me apresentasse. Nada mais importava, qualquer problema, inquietação, angustia, o que fosse, não importava... tudo que importava era aquele momento. Era escutar aquelas pessoas, era dividir com aquelas pessoas, era aprender, era me desafiar, era rir, era chorar, era viver simplesmente por viver cada mínimo segundo como se fosse pleno e único.

Não consigo me lembrar de nenhuma outra situação na minha vida em que eu tenha me sentido tão conectada, tão serena, tão me sentindo pertencendo mesmo mal conhecendo as pessoas, tão feliz por simplesmente existir... nunca senti que a vida tivesse tanto sentido ou tive tanta certeza de estar no lugar certo!

Já passei meu aniversário de muitas formas: festa para 1000 pessoas, reunião com amigos íntimos, jantar de família, viajando para o lugar que sonhava, dividindo apenas com a suposta pessoa então amada.... mas nunca com 22 pessoas que eu nunca tinha visto durante 10 horas seguidas para dividir tudo que é passível de se dividir quando se é humano....

Não faço a menor ideia de como será meu dia de amanhã, se um dia vou ser como as inúmeras idealizações que passei a vida criando, se vou encontrar um grande amor, se vou construir uma família, se vou morar para sempre fora da minha cidade natal, ou seja lá o que for... Mas tenho total certeza de que hoje vivenciei e continuo nesse momento a vivenciar o que as práticas espirituais tanto aclamam como momento de plenitude.. E quando se sente isso, de verdade, o resto deixa de ficar importante como era antes, isso é tão forte, tão real que se passa simplesmente a acreditar e se abrir para o que quer que seja que a vida nos vai apresentar....

Pela primeira vez me dei conta de que não preciso das minhas expectativas e de que sou sim capaz de estar inteiramente presente. Nunca me senti tão bem! Agradeço demais por ter ganhado esse maravilhoso presente no dia de hoje! E tenho certeza de que agora que descobri que vivenciar isso é possível, essa será a minha nova realidade!

Hoje foi o primeiro dia de 9 meses de intenso trabalho... é delicioso saber que tenho mais 8 meses e 29 dias pela frente e não estar esperando nada deles! Rs

Ótima semana! Convido a todos a tentarem deixar de lado suas expectativas! =)

Beijos

Gabi