1

“Compaixonando-se!”

Sempre adorei a palavra compaixão, não por acaso tenho um mantra budista tatuado cujo significado é compaixão suprema, mas até hoje não havia me dado conta de que poderia na prática estender o termo não só perante os demais, mas comigo mesma…

Segundo o budismo, compaixão é o desejo de liberar todos os seres do sofrimento e da causa do sofrimento a fim de proporcionar alegria e felicidade a todos os seres viventes. Envolve o sentimento do outro como parte de nós próprios e no limite pressupõe que não exista uma separação entre o eu e o mundo, fazendo com que seja sempre importante pensar no Todo.

O ponto principal que talvez não tivesse explícito na prática para mim dentro dessa definição é que nós como indivíduos também fazemos parte desse Todo, logo a compaixão talvez não se restrinja aos outros, mas também englobe nós mesmos.

Sempre fui muito dura comigo mesma, exigi muito de mim, me cobrei muito e até me culpei por inúmeras coisas desnecessárias. Na semana passada escrevi um texto sobre medo e foi ao abraçar meu medo que comecei a colocar em prática uma compaixão por mim mesma!

Foi como se eu parasse de me autocríticar e começasse a me valorizar muito mais, a aplicar para mim mesma o olhar que tenho perante o mundo, olhar esse que sempre vê o lado luz das coisas, que sempre mostre para qualquer pessoa que das situações que talvez pareçam mais delicadas, há algo benéfico e construtivo.

Venho constantemente me surpreendendo com a quantidade de luz que eu, assim como qualquer pessoa, também tenho e que jamais havia me dado conta. De um momento para o outro coisas que eu julgava duramente serem defeitos, viraram qualidades únicas e muito agradáveis das quais passei a me orgulhar, de certa forma, deixei de lado um sentimento de raiva que lá no fundo eu nutria comigo mesma e passei para aceitação, mais do que isso, virou um sentimento de admiração.

Há alguns meses eu escrevi um texto chamado “Admiração um sentimento que une” no qual falo sobre a importância de admirar os demais para estabelecer uma relação bacana com eles e, sem dúvida, isso se aplica para nossa relação com nós mesmos.

“Compaixonar-se” é algo tão simples que trás uma sensação tão boa, me sinto tão leve, tão vívida, tão mais completa. Nada mudou em mim, o que mudou foi a forma que eu passei a olhar tudo em mim e, em um passe de mágica, todo sofrimento foi embora e no lugar fui invadida por uma tremenda tranqüilidade!

Sempre convidei todos a exercerem a compaixão e agora convido também a “compaixonarem-se”.  Afinal, a verdadeira compaixão gera um sentido profundo de aceitação, e mesmo de perdão, não só com relação aos demais, mas também a nos mesmos!

Excelente semana!

Beijo grande!

Gabi

  1. Marcella disse:

    Amei!!! Muito inspirador.